Por Cleiton Robson.
É um longo período de batalhas doutrinais que se travaram no campo teológico e no campo da piedade e devoção espiritual desde a morte de Escoto, até o dia 8 de dezembro de 1854, ano em que o papa Pio IX definiu, com a bula Ineffabilis Deus, o dogma de fé da Imaculada Conceição.
Foi Duns Escoto quem livrou do obstáculo mais forte a tese favorável da Imaculada Conceição, a saber, aquele de sua inconciliabilidade com a redenção operada por Cristo; evidenciando, pelo contrário, a atuação suma e perfeitíssima da mediação de Cristo redentor, na realização da concepção imaculada de Maria Santíssima.
Cristo é perfeitíssimo redentor precisamente ao preservar a sua Mãe de toda mancha de pecado original. Maria é a obra de arte da Encarnação redentiva, no sentido mais alto do termo. Esta tese, sob a bandeira de Escoto, foi defendida e propagada por todos os franciscanos, tanto no campo teológico, como no campo devocional. Dessa forma, a devoção a Maria teve um grandissíssimo incremento entre os fiéis, fato que ocorre até os dias hodiernos. T
Continua...
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