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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A figura da mulher - (Educação na Idade Média - parte 6 )



            Dentre tantas surpresas que possuímos ao estudar a verdadeira Idade Média, aquela omitida pelos livros didáticos, está o papel da mulher. Sempre idealizamos a imagem da mulher submissa, dependente do marido ou do pai. E de fato, era essa a realidade até certo ponto. A sociedade tinha como caricatura a figura patriarcal, contudo, a figura feminina possuía seu espaço e este era respeitado.

            O cristianismo vigorava no medievo, e para tal a concepção da mulher foi a partir das figuras bíblicas femininas. Na baixa Idade Média, a relação da feminidade com o pecado vai perdendo sua força. Segue-se o rumo da Bíblia: a mulher não foi somente motivo da queda – pecado. A figura de Maria começou a ser abraçada, e segundo relatos de historiadores – note-se que digo historiadores, não teólogos – a Santíssima Virgem “encarando diversos desafios em prol do jovem salvador, essa mulher determinava a constituição de outro olhar sobre o feminino”.

            Seguindo a Sagrada Escritura, os medievais compreenderam o valor dado por Jesus as mulheres. ELE não as desprezava, o que ressaltou na mentalidade medieval que o lugar da mulher não poderia ser desconsiderado.

            Quanto a educação, esta possuía tratamento diferenciado entre os gêneros. As mulheres não recebiam a mesma instrução que os homens, era de caráter mais generalizado para o público feminino. Em lugares, pelas questões que temos em mente – tal qual o preconceito, submissão – e tantos outros por motivos que consideramos tão atuais, como a precariedade em locais de formação. Não era permitido as damas se juntarem aos homens nas salas de aula, e a quantidade de casas de educação feminina era bem diminuta. E suas lições abraçavam a moral, bons costumes, ética, corte, costura, bordado, sendo seu período introdutório ministrado pela própria família em casa.

            Os meios em que a educação feminina se propagou também eram similares ao masculino: foram criados mosteiros femininos, e ali recebiam a educação, tais quais as crianças e os homens, e as escolas paróquias. Há estudos que afirmam a impossibilidade da mulher de possuir estudos acadêmicos – ingressar nas recém formadas, universidades – assim como há relatos – confiáveis, de mulheres que passaram por essa experiência, a qual fora logo vedada. Pois então, foram criados subsídios para o público feminino que quisesse aprofundar seus estudos: contratar mestres particulares, o qual ficou restrito a nobreza, pelo alto custo.

            Amados, não fiquemos pensando que a Igreja possuía – ou possui – repúdio as mulheres ou lhes queria submissas. O pensamento de mulher como “criatura impura” foi rompida pelo “sim” de Maria e assim foi feito. Através do decorrer do tempo, as damas foram conquistando seu espaço. É tudo uma questão de adaptação. Note-se que os grandes eventos na história ocorrem paulatinamente. E assim foi com as mulheres! E assim como os olhos dos medievais, possamos olhar as mulheres através do santo olhar da Mãe de Deus! T
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