frei Almir R. Guimarães, OFM
►“A autoridade será paciente no delicado processo do discernimento, o qual procurará ela garantir nas suas etapas e sustentar nos momentos mais críticos, e será firme em reivindicar a aplicação do que foi decidido. Estará atenta em não abdicar das próprias responsabilidades, talvez por amor ao viver tranqüilo ou por medo de ferir a suscetibilidade de alguém. Sentirá a responsabilidade de não hesitar em situações que exigem que se tomem decisões claras e, algumas vezes, desagradáveis. O verdadeiro amor à comunidade é, precisamente, o que faz com que a autoridade seja capaz de conciliar firmeza e paciência, escuta de cada um e coragem para tomar decisões, superando a tentação de se fazer surda e muda”.
● A obediência fraterna
►segundo São Bento não só ao Abade é tributado o preito da obediência mas também os irmãos uns obedecem aos outros;
►os monges precisam antecipar-se em honras, tolerar fraquezas dos irmãos, procurar o que é útil para si e para os irmãos;
►São Basílio: uns devem obedecer uns aos outros como escravos a seus patrões.
►os monges colocam-se a serviço uns dos outros: “A verdadeira fraternidade fundamenta-se no reconhecimento da dignidade do irmão e da irmã, realizando-se através da atenção prestada ao outro e às suas necessidades, da capacidade de alegrar-se pelos seus dons e pelas suas realizações, do colocar à sua disposição o próprio tempo para escutar e deixar-se iluminar”.
Concluindo
►o modelo evangélico de autoridade é Jesus que dá a vida pelos seus;
►a autoridade se espelha na figura evangélica do bom Pastor;
►apesar das problemáticas da comunidade e da fragilidade da autoridade esta procurará representar o bom Pastor.
► “Peço àquela que vier a ter o cuidado das irmãs, afirma Santa Clara de Assis, que se esforce em presidir às outras por meio das virtudes e costumes santos, mais que pelo simples ofício, a fim de que suas irmãs, movidas pelo seu exemplo, obedeçam-lhe, não tanto pelo ofício, mas antes por amor” (Testamento de Santa Clara, nn. 62-62). T
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