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domingo, 29 de agosto de 2010

Homilia do 22º Domingo do Tempo Comum, por Pe. Paulo Ricardo

O Semeador do Reino de Deus

Neste último domingo do mês vocacional somos convocados a refletir sobre a vocação do catequista. Para o Catecismo da Igreja Católica,

Aquele que é chamado a “ensinar o Cristo” deve, [...] procurar primeiro “[o] ganho supereminente que é o conhecimento de Cristo”; é preciso “aceitar perder tudo... a fim de ganhar a Cristo e ser achado nele”, e “conhecer o poder de sua Ressurreição e a participação em seus sofrimentos, conformando-se com ele em sua Morte, para ver se alcanço a ressurreição de entre os mortos”. (nº 428).

A vocação do Catequista, então, pode ser compreendida sob três pilares: conhecer, viver e ensinar. Conhecer, porque ninguém pode ensinar ou legar algo a alguém sem antes munir-se, portanto, é necessário que este se nutra para poder doar algo. Neste processo de conhecer, os elementos indispensáveis são a Boa-Nova (Evangelho), a Eucaristia e a atuação na comunidade, pois, ao entrarmos em contato com o Evangelho anunciado por Cristo, necessariamente, precisamos ingressar numa ausculta reflexiva, que por sua vez irá conduzir a mesa da partilha, a Eucaristia, a qual nos congrega e alimenta; e, consequentemente, ao participarmos da mesa da Palavra e da Eucaristia, seremos conduzidos à vivencia da Palavra e à participação ativa na comunidade eclesial.

No domingo anterior refletíamos sobre a vocação do leigo, este também deve ser compreendido sobre os três pilares acima mencionados. Contudo, neste domingo lembramo-nos daqueles que nos instigaram ao processo da auscuta-reflexiva da Palavra de Deus, que são Catequistas. São eles que fazem ressoar a Palavra: conheceram o projeto de Deus, o viveram e o ensinaram.

Portanto, sendo hoje o dia dos Catequistas, queremos dizer a vocês que continuem a conhecer, a viver e a ensinar o Amor anunciado pelo Cristo a toda à humanidade. “Façam ressoar a Palavra de Deus em todo lugar”.



Querido (a) Catequista...

Um Semeador saiu a semear...

Não diga jamais, no gesto do comodismo,

O sol é áspero

O sol queima demais

O grão não serve, é de segunda qualidade.

A sua função é semear,

As sementes germinam facilmente;

Um pensamento fraterno

Um sorriso amigo

Uma promessa do alento

Um conselho oportuno.

Não plante descuidadamente como alguém que apenas cumpre uma tarefa imposta;

Como alguém que trabalha forçado, sem interesse.

Plante com atenção, num clima de otimismo,

Como amigo sincero que busca construir...

E ao semear, não pense jamais:

– Quanto me darão em recompensa?

– Será gratificante a colheita?

Recorde sempre que você não planta para enriquecer, que você não reparte para ser aplaudido.

Você frutifica porque não pode viver sem dar.

Mas sempre que você reparte na generosidade,

Sem pensar na colheita,

Sua riqueza se multiplicará no infinito,

Porque você semeia um REINO.

Um REINO onde doar é receber.

Um REINO onde perder a vida é encontrá-la.

Um REINO onde morrer é RESSUSCITAR.

Semeador da bondade, siga pela estrada afora, sentindo a brisa mansa do Evangelho roçando sua fronteira maternal.

No grande campo do mundo

Na imensa seara das almas,

Você é o semeador de um REINO.

E, semeando na fraternidade

A semente caiu em terra fértil

Frutificando na eternidade.

(Autor Desconhecido)

Amados Catequistas, o nosso muito obrigado por doarem suas vidas para o Reino. Continuem, pois a Igreja precisa de vocês. E, você que ainda não é torne-se um Catequista também. O Senhor te Chama.

Agora termina o mês vocacional, durante o qual refletimos sobre a vocação do Padre; sobre a vocação matrimonial; sobre a vocação à vida religiosa; sobre a vocação dos leigos e, hoje, a vocação específica dos Catequistas.

Findamos este mês vocacional. Estejamos atentos ao chamado do Senhor que continua a nos convocar para vivermos bem nossa vocação a serviço do Reino: “A messe é grande, mas os operários são poucos”.T

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