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sábado, 29 de maio de 2010

Vale a pena mergulhar profundamente na dimensão interior da experiência com Deus?

O viver com Deus segue a ordem do "de dentro para fora"? Tem esta dimensão interior uma primazia sobre a exterior? Ou não tem? Se não, então podemos buscar a Deus fora de nós sem primeiro, tentar vivê-lo em nosso interior? Ou estas duas dimensões - a exterior e a interior - acontecem sempre unidas uma à outra? Ao encontrar Deus fora de mim, automaticamente passo a vivê-lo dentro de mim? Por outro lado,  será que esta divisão do interno e do externo não é meramente algo da reflexão teórica de um artigo como este, e na prática tais realidades são indivisíveis? Mas, se por um momento acharmos que sim, a dimensão interior da experiência com Deus vem em primeiro, se entendermos que é exatamente ali, no coração, "onde nascem as fontes da vida" - para usar a linguagem do poeta - é que tudo começa?
Não seria isso que o sábio autor de Provérbios quis dizer quando afirmou que, sobre tudo que se deve guardar, guarde-se o coração? Não terá sido esta lição que Jesus quis ensinar-nos quando disse algo como: "Do coração procedem os maus pensamentos: mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias"? Se é assim, então os místicos estavam certos todo o tempo? Vale a pena então mergulhar profundamente na dimensão interior da experiência com Deus para de lá organizar toda a vida externa? T

Continua...
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