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segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Ordem Franciscana Secular e seus Assistentes (Parte II)

Os frades assistentes saberão, eles que vivem, dia a dia, a fraternidade passar para os terceiros o gosto pela vida fraterna, pela oração em comum, pela partilha de vida. O Conselho saberá organizar reuniões cheias de vida, com a presença de todos, com a participação de todos.
Evidentemente que as fraternidades seculares deverão também colaborar. Não adianta chamar um assistente que será envolvido nas teias da mesmice e da repetição de ritos que não levam ao amanhã do mundo e de uma vida franciscana sem o frescor do Evangelho. Pode ser que, em certas circunstâncias, fraternidades seculares desmotivem seus assistentes.
Na apresentação do seu Relatório no Capítulo dos Frades Menores de 2009, o Ministro Geral José Rodriguez Carballo, referia-se ao fato de que os frades, no contexto atual, trabalharão em colaboração com os leigos. Transcrevemos algumas de suas recomendações:

•  Falar mais com os leigos do que falar dos leigos.
• Formarmo-nos para uma colaboração na reciprocidade, segundo a qual os leigos não sejam meros "clientes", mas verdadeiros protagonistas, que não sejam um carbono de nossa vida religiosa e que a partir de sua própria identidade assumam suas especificas responsabilidades.
•  Formar os leigos no carisma franciscano se desejamos que eles entrem plenamente na missão eclesial de nossa Ordem e se desejamos que o nosso carisma continue tendo expressão na Igreja e no mundo.
• Estar aberto para reler nosso carisma, situando-o de uma maneira nova, nestes tempos delicados e difíceis, adaptando-o a formas que sejam necessárias aos novos tempos, às novas situações e às diversas urgências com plena docilidade às inspirações divinas e ao discernimento eclesial (Vita Consecrata 37). Uma estreita colaboração com os leigos nos levará sem dúvida alguma a uma nova compreensão de nossa identidade dom Irmãos Menores.

Algumas sugestões e solicitações:

• O Assistente precisa gostar dos leigos da Ordem Franciscana Secular. Não pensamos num gosto sentimental. Eles são nossos irmãos, irmãos leigos que o Senhor nos dá.
• O Assistente participará de todas as reuniões da Fraternidade do Conselho, na medida do possível ( e quase do impossível...).
• Sempre terá em mente que lhe cabe acompanhar um grupo. Insistimos no verbo acompanhar. O pastoral sempre comporta o acompanhamento e não visitas esporádicas.
• Procurará ele sempre estar perto dos que fazem a formação inicial. E dará seu parecer sincero e abalizado na hora da profissão. Nas reuniões formará leigos no carisma franciscano.
• Despertará nos seculares o gosto pela Eucaristia, se possível diária. Da mesma forma levará os irmãos a viverem a Liturgia das Horas no seu dia-a-dia.
• No intuito de formar um laicato maduro na Igreja procurará o Assistente exercitar os irmãos no método do ver-julgar-agir.
• Os Conselhos deverão ser despertos para o estudo e para a formação de lideranças leigas que abram caminhos novos para o franciscanismo.
• Junto com os leigos os frades assistentes precisam descobrir meios e modos para mostrar que o carisma franciscano é significativo para nossos tempos, apesar da diminuição do numero dos franciscanos e do envelhecimento de muitas fraternidades. T

frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III.
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