Estas palavras parecem dizer: cuidar unicamente e primeiramente da nossa identidade. Isso nos "provoca" e convida para um "cuidado". De fato, nós não conseguimos agir sem pensar que temos razão. As ocasiões nos convidam a estarmos dispostos para sermos julgados também, e a estar abertos para eliminar a idéia de que somos donos da verdade. Tal atitude leva a respeitar o outro. Respeitar o outro não significa nada dizer e nada fazer, mas não ter atitude de dono da verdade.
Neste sentido, coração amargurado não é estar de coração ressentido; é coração sincero e limpo no arrependimento; é chorar o pecado, sem se chatear porque pecou. O medieval quando quer corrigir a outro, sempre corrige a si mesmo, pois o registro central, mesmo para entender o erro do outro, está dentro do coração. No coração temos muita maldade, mas, se limpar aí dentro, se pode falar para o outro sem maldade e sem provocação, numa correção fraterna verdadeira, onde o confronto com o outro faz aparecer a nossa maldade. O meio de comunicação de São Francisco é ser, isto é, é processo de não publicidade, de não anunciar-se; por isso, trabalha a si mesmo e trabalhando a si tem comunicação. Ele chama a isso de "exemplo": antes de dizer paz, seja você obra de paz! T