A reflexão está de novo fundamentada na concepção de que o verdadeiro eu nosso não é esse que sempre defendemos. O verdadeiro eu nosso é o grande imenso Deus que está em toda a parte, em tudo o que é bom, que está de forma especial (imagem e semelhança!) no homem. Em tudo que é valor, Deus está impulsionando atrás; está até mesmo lá onde nós não vemos valores. Esse Deus é nosso na medida que nos abrimos a Ele; Ele que mora na raiz mais profunda de nosso ser, fazendo felizes a nós e aos outros, constituindo assim, nosso eu mais verdadeiro.
Quando há injúria, nosso eu superficial reage logo, fica triste, irritado. São Francisco está continuamente judiando desse eu, continuamente tentando convertê-lo para o eu da raiz, pois ele é falso. As injúrias servem para purificá-lo, para dar uma visão mais clara da realidade. Sem esta visão o eu, logo que fica atingido, dispara em atitudes de defesa que não convencem nem a si nem aos outros. T
