Na impossibilidade de dizer algo "sobre" a interioridade, não haveria a possibilidade de falar "a partir" da própria interioridade? No poço da objetividade, porém, essa interioridade está presente como ausência... Falar "a partir" da ausência, no entanto, quer dizer: suspender todo dizer-pobre, isto é, não possuir, não ter nada que eu possa dizer-sobre, para deixar a própria musicalidade, ela mesma, falar.O que surge dessa suspensão é pura abertura de espera. Espera que é a total disposição, a transparência límpida de entrega, a tensão silenciosa de alerta, o estar-alí recolhido para o que der e vier: à ausculta do evento; à espera dele. T
Continua...