A partir desse modo de ver a experiência originária, podemos dizer que cada experiência originária de São Francisco é uma visão, isto é, o ocular através do qual pode-se interpretar os seres, o homem, o mundo...
"O velho Guitarrista" (1903), de Pablo Picasso (1881-1973). Óleo sobre madeira.
Instituto de Arte de Chicago.
Vamos repetir o que acabamos de dizer, pois é de grande importância para a nossa busca da espiritualidade franciscana. Existem duas maneiras de ver e avaliar uma obra de arte. Pode-se ver a obra como um objeto diante de você, como o resultado pronto do trabalho artístico de um autor. Você, nesse caso, não cria uma visão; você vê a obra dentro da sua visão crítica, apreciadora, econômica, social, etc.
Você pode, porém, ver a obra de arte não como um objeto da sua contemplação, mas sim como um ocular através do qual você vê e interpreta o mundo. Ali você não conhece sobre, mas conhece a partir de, através de. A obra não é mais objeto, mas sim janela que nos introduz dentro de uma visão, de uma paisagem. É nesse sentido que disse Paul Klee: "A arte não reproduz o visível, ela faz visível". T
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