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terça-feira, 22 de julho de 2014

1º Congresso Nacional de Católicos Online - CONACAT


Fique por dentro de todos os detalhes do maior congresso católico online do Brasil: o CONACAT!

O CONACAT começa em 11 de agosto, é 100% pela internet e vai contribuir com a Casa de Amparo Frei Galvão (RJ) e com a Associação Guadalupe (SP), iniciativas que cuidam de mulheres grávidas em situação de risco social.

Saiba de onde surgiu a ideia de fazer um congresso católico online, saiba como tudo vai funcionar, conheça todos os palestrantes e descubra, em primeira mão, todos os temas que serão abordados neste que é o maior congresso católico online do Brasil! 

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Que nossas sementes sejam boas!


Os que planejam e fazem o mal, colhem o mal. Esta é uma lei comum para todos nós. Por vezes queremos colher bons frutos onde não semeamos. Algumas pessoas se perguntam: “por que estou passando por isso?” ou “por que tem que ser assim?”

Algumas situações, enquanto caminhamos nessa vida, são frutos de nossa limitação humana: física, psicológica, etc. Como, por exemplo, o processo de envelhecimento, o aparecimento de doenças próprias da idade, algumas ansiedades, contrariedades, etc. Tudo isso faz parte de nossa vida enquanto se desenvolve a caminho da realização plena: a ressurreição.

Por outro lado, devemos reconhecer que, por vezes, semeamos sementes que não dão frutos bons. Somos, em parte, responsáveis pelo que plantamos. Caso semeou amargura, rancor, tristeza, desesperança, os frutos serão filhos dessa semente.

Os grandes mestres da espiritualidade cristã deixam claro o cuidado que devemos ter com nosso coração – ‘terra’ onde cairão as sementes. Somos tentados em vários momentos porém, não podemos deixar que tais ‘tentações’ finquem raízes em nosso coração. 

Precisamos aprender a discernir os ‘espíritos’. Por exemplo, maus pensamentos. Todos nós os temos, porém, fica a cargo de nossa decisão, auxiliados pela força do Espírito Santo, não deixar que eles rondem nossa mente até plantar suas sementes em nosso coração.

Examinemo-nos, meus irmãos, para não deixar que a desesperança amargure nosso íntimo. Nossa interioridade deve estar aberta para que se manifeste a graça de Deus.

Lancemos semente boa em solo bom e colheremos 30, 60 por 1. Amém. T

Por Frei Edson Matias, OFMCap.


domingo, 20 de julho de 2014

Homilia do 16º Domingo do Tempo Comum, por Pe. Paulo Ricardo





A paciência de Deus

O Evangelho escrito por São Mateus é dividido em cinco grandes sermões: o primeiro é o “sermão da montanha” (5-7); o segundo, o chamado “sermão da missão” (10), é o em que Ele envia os apóstolos para evangelizar; o terceiro é o “sermão das parábolas” (13); o quarto, o “sermão eclesiástico” (18); e o quinto, o “sermão escatológico”, é o em que ele fala das últimas realidades. Com esses discursos, Jesus é apresentado como o “novo Moisés”, ou melhor, como realização daquilo de que Moisés era somente a promessa. É sabido que “o Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo” [1]. Isso, no entanto, era uma pequena amostra do que seria, na plenitude dos tempos, a encarnação do Verbo. De fato, “ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer” [2].

Ao falar em parábolas, como faz no capítulo 13 de São Mateus, Nosso Senhor lança mão de um recurso pedagógico que, ao mesmo tempo em que revela, deixa algo escondido. É um pouco do que experimentamos quando nos apresentamos diante de Deus: ao mesmo tempo em que Ele é extremamente simples, é-nos profundamente misterioso.

A parábola com que Jesus encerra o Evangelho deste Domingo é a famosa passagem do joio e do trigo. Interessa-nos, sobretudo, a sua explicação:
“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.”
Ao dizer que se deve deixar crescerem juntos o joio e o trigo, até a colheita, Jesus aponta para a onisciência divina, que já sabe quem se vai salvar e quem será condenado. Se, no entanto, isso é claro aos olhos de Deus, permanece uma incógnita para nós: assim como o joio e o trigo são plantinhas pequenas e muito semelhantes, neste mundo, é tarefa árdua distinguir os bons dos maus, sendo necessário, para isso, esperar o “tempo da colheita”, que “é o fim dos tempos”.

Por isso, a grande protagonista dessa parábola é a paciência de Deus. Em Sua misericórdia, o Senhor contraria a pressa dos homens – como a dos filhos de Zebedeu, que perguntaram a Jesus se não queria que mandassem “fogo do céu” para destruir os ímpios [3] – e deixa que o joio e o trigo cresçam juntos. Como diz São Paulo, “Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” [4].

Também São Pedro recorda que a paciência divina é, para todos nós, fonte de salvação: “O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como alguns interpretam a demora. É que ele está usando de paciência para convosco, pois não deseja que ninguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se” [5]. As demoras de Deus são sinais da Sua benevolência, da grandeza do Seu coração, que “não deseja que ninguém se perca”. A virtude da paciência consiste nisto: em carregar um fardo, um peso sobre as costas. Não foi justamente o que fez Nosso Senhor, ao carregar o fardo de nossos pecados e o peso da Santa Cruz? Não foi justamente a atitude do pai da parábola do filho pródigo, que esperou pacientemente a volta de seu filho mais novo, chegando a fazer uma grande festa com sua chegada?

Muitas vezes, comportamo-nos, diante dos maus, como aquele filho mais velho, enciumado com o amor do pai por seu irmão rebelde. Diante das injustiças, somos tomados pelo espírito de Tiago e João e queremos invocar a justiça divina... Mas, estamos realmente seguros de estar do lado do trigo? Se Nosso Senhor voltasse hoje para a colheita, não seríamos os primeiros a ser lançados no inferno, nós, “a quem muito foi dado” e, portanto, muito será exigido [6]?

A parábola do joio e do trigo é, na verdade, um resumo de toda a história da salvação. O Senhor desposa o Seu povo com uma aliança de amor, à qual é integralmente fiel; em troca, no entanto, só recebe infidelidades e prostituição. E, ao invés de assinar o libelo de divórcio, Ele é paciente e continua a amar-nos, mesmo em nosso egoísmo e amor-próprio desordenado. É que, como canta o Apóstolo, “o amor é paciente, é benfazejo; (...) não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido (...). Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo” [7].

Santa Faustina Kowalska escreve:
“Quando uma vez perguntei a Jesus como pode suportar tantos delitos e diversos crimes e não os castigar, respondeu-me o Senhor: – Para os punir, tenho a eternidade, por agora prolongo-lhes o tempo da Misericórdia (...).” [8]
Vivamos sob a luz dessa caridade, dessa misericórdia infinita de Deus. E, quando formos tentados a perder a paciência com os outros, lembremo-nos de somos objeto da paciência divina. T

Referências:

Ex 33, 11.
Jo 1, 18.
Lc 9, 54.
1 Tm 2, 4.
2 Pd 3, 9.
Lc 12, 48.
1 Cor 13, 4-5.7.
Diário, 1160.



sábado, 19 de julho de 2014

Missionários sem alarde


“Os fariseus saíram e fizeram um plano. Ao saber disso Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram e ele curou a todos. E ordenou que não dissessem quem ele era…”

Jesus vai levando sua vida de missionário andarilho. As pessoas andam em seu encalço quase sempre por causa dos milagres que ele opera. Querem a cura de suas doenças. Jesus procura retirar-se. As pessoas, no entanto, não o deixam e andam em seu encalço. Diante de tudo isso, os fariseus querem urdir um plano para eliminar esse personagem incômodo.

Jesus pede aos seus discípulos que não revelem aos outros sua identidade. Ele quer realizar sua missão sem alarde, sem barulho. Ele se aplica uma passagem do livro de Isaías: “Eis o meu servo que escolhi; o meu amado no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito”. Jesus quer agir nessa força do Senhor. Ele sabe que foi ungido pelo Espírito e quanto mais discretamente agir, sua missão será mais eficaz. Não quer o espetacular, aquilo que é vistoso demais.

“Hoje, como então, é preciso vencer a tentação do espetacular, do extraordinário. Jesus impõe silêncio acerca de suas intervenções miraculosas para impedir seja falseada sua missão, que tem por característica a humildade, a mansidão, o amor a todos; porque só assim, em seu nome os povos terão esperança. O discípulo de Cristo faz todo o bem que pode, com todos os meios de que dispõe, inclusive os mais modernos, mas sempre conservando as características da obra do Mestre” (Missal Cotidiano da Paulus, p. 1004)

O servo do profeta Isaías “não discutirá, nem gritará, ninguém ouvirá sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega até que faça triunfar o direito. Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”. T



quarta-feira, 16 de julho de 2014

À Senhora Virgem do Carmo


Eu te saúdo, Maria, Mãe de Deus,
tesouro venerado por todo o universo,
luz que não se extingue, tu de quem nasceu o sol da justiça,
cetro da verdade,
templo indestrutível.

Salve, Maria,
morada daquele que não cabe em lugar nenhum,
tu que fizeste brotar um ramo
que não murchará.

Por meio de ti, os pastores dão glória a Deus,
por ti, é bendito no Evangelho
aquele que vem em nome do Senhor.
Por ti a Trindade é glorificada,
por ti a cruz é adorada
no universo inteiro.

Por meio de ti exultam os céus,
por meio de ti a humanidade decaída é reerguida,
por ti o mundo inteiro
finalmente conheceu a Verdade
Por ti se ergueram templos por toda a terra.

Por ti, o Filho único de Deus
fez brilhar sua luz
sobre os que estavam nas trevas,
sentados à sombra da morte.
Por meio de ti, os apóstolos puderam
anunciar a salvação às nações.

Como cantar dignamente teu louvor,
ó Mãe de Deus,
por quem a terra inteira explode de alegria?

São Cirilo de Alexandria (380-444)

T


domingo, 13 de julho de 2014

Homilia do 15º Domingo do Tempo Comum, por Pe. Paulo Ricardo





Quatro terrenos e duas cidades

O Evangelho deste Domingo é a famosa parábola do semeador. Em seu caminho, ele encontra quatro tipos de terreno. O primeiro, à beira do caminho, significa “todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende”: “vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração”. Trata-se de pessoas que sequer chegaram a entrar na Igreja; que se detêm diante das ruínas da Civilização cristã, sem saber qual edifício existia antes delas.

Essas pessoas precisam ser conquistadas para Nosso Senhor. Por isso, em outra passagem, Ele diz que tornará os que O seguem “pescadores de homens” [1]. O trabalho de evangelização é como uma pescaria. Para que o peixe fisgue o anzol, é necessária uma isca atraente. Do mesmo modo, para que se traga as pessoas para a Igreja, é preciso que elas se sintam atraídas pela boa nova de Cristo. Não se trata de desfigurar o Evangelho, tornando-o menos exigente e adequando-o aos gostos do mundo moderno, mas de apresentar a Palavra de uma forma que o homem compreenda que “não só de pão vive o ser humano, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” [2]; que Nosso Senhor é a única resposta à fome que todo ser humano carrega dentro de si.

O segundo tipo de terreno é “aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas (...) quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo”. São as pessoas que não compreenderam a analogia do grão de trigo, que só dá frutos se cai na terra e morre [3]; que não entenderam que é impossível seguir Cristo sem abraçar a Cruz e o sofrimento. E isto, não porque gostemos de sofrer, mas porque somos convidados por Deus ao amor e, nesta vida, não é possível amá-Lo sem a experiência da dor e da morte.

Infelizmente, uma ideologia frequente entre pessoas de Igreja tem pregado que a Cruz é algo “medieval” ou “romanista”. Mas o Evangelho não é medieval, tampouco as palavras de Cristo: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” [4] são romanas. Trata-se, ao contrário, de pagar o preço por ser discípulo de Cristo. Evidentemente, essa não é a primeira coisa a ser apresentada a quem ainda não conhece a Palavra, mas, mesmo no início do seguimento de Jesus, é preciso que a pessoa se disponha a uma renúncia. São Pedro e Santo André, por exemplo, ao serem chamados, conta o Evangelho, “deixaram as redes e o seguiram” [5].

O terceiro terreno do qual fala Nosso Senhor é o dos espinhos: trata-se daquele “que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto”. Embora tenham entrado na Igreja, essas pessoas entregam-se ao amor próprio desordenado, vivendo segundo a lei: “foge da dor, busca o prazer”. Imersas em suas preocupações, elas tentam, a todo o custo, fazer que a sua casa, construída na areia, não caia; que aquilo que é do mundo não passe. Cultivam a ilusão de que o acúmulo de riquezas pode dar-lhes a felicidade. Colocam o coração nos bens deste mundo, ao invés de elevarem o seu coração a Deus, como exorta a Liturgia: “Sursum corda! – Corações ao alto!”

Tragicamente, são muitas as pessoas dentro da Igreja que vivem assim. Enquanto o primeiro terreno de que fala Jesus nunca fez parte da Igreja e o segundo, embora tenha entrado nela, não lhe pertence mais, do terceiro apenas se diz que “não dá fruto”. Trata-se de pessoas sentadas nos bancos de nossas igrejas, mas contaminadas por uma mentalidade mundana, aquela que Santo Agostinho ponta como fundando a cidade dos homens: “Dois amores fundaram, pois, duas cidades, a saber: o amor próprio, levado ao desprezo de Deus, a terrena; o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, a celestial” [6].

O quarto terreno, bom e fecundo, é o único sobre o qual se edifica a cidade de Deus. Refere-se a “aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. Para que o terreno de nosso coração seja assim, é preciso que procuremos compreender a Palavra de Deus – ao contrário do primeiro terreno –, que estejamos prontos para amar, abraçando de alguma forma a Cruz e o sofrimento – ao contrário do segundo – e, por fim, que renunciemos ao pensamento mundano, que pede que fujamos da dor e busquemos o prazer – ao invés do terceiro terreno. Sigamos esse itinerário e caminhemos juntos para a cidade celeste. T

Referências:

Mt 4, 19.
Dt 8, 3.
Jo 12, 24.
Lc 9, 23.
Mt 4, 20.
De Civitate Dei, 2, XIV, XXVIII.

sábado, 12 de julho de 2014

Nomeação de Bispo Franciscano: Bispo Auxiliar de Hong Kong, China


O Santo Padre Francisco nomeou nesta última sexta-feira (11), o Frei Joseph Ha Chi-shing, OFM, como Bispo Auxiliar de Hong Kong (China). O Bispo Eleito nasceu em Hong Kong, em 1959 e foi ordenado sacerdote em 1990. É licenciado em Teologia Espiritual e Cultura Franciscana, pelo Antonianum de Roma. Durante o seu ministério pastoral foi ministro de paróquia, pároco de várias paróquias, docente de Teologia, Superior Geral, Consultor e desde 2013 é Vigário paroquial da igreja de São Boaventura em Hong Kong.

Fonte: news.va









terça-feira, 8 de julho de 2014

Pareciam ovelhas sem pastor...


Mais uma vez ouvimos estas reflexões do evangelista a respeito de coisas que se passavam no interior de Jesus: “Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor”. Pede aos discípulos que peçam ao Senhor operários para a messe. Pensamos em todos aqueles que resolvem escolher o caminho do sacerdócio ministerial, mas também aos pais, professores, agentes de pastoral, responsáveis pelos diferentes ministérios ou serviços na linha da evangelização e da pastoral. Há multidões que andam cansadas e nem sempre contam com as atenções e carinhos dos pastores. Jesus, diante das multidões, sente aperto no coração. Falta-lhes pastores.


Quem são essas ovelhas sem pastor?

● Há os que continuam pedindo os sacramentos da Igreja. Uns o fazem com plena convicção e marcam encontros densos com Ressuscitado na economia dos sacramentos. Outros colocam esses gestos por mera tradição ou costume. A vida de muitas pessoas não é influenciada pelo batismo que nos torna criaturas novas em estado de conversão, pela eucaristia que não poucas vezes é um rito que se realiza aos domingos sem repercussão na vida. Essas pessoas precisam de pastores.

● São ovelhas sem pastor esses todos, quase sempre batizados, que nunca se interessam pelo Senhor. Não são explicitamente ateus, mas indiferentes. Vivem com seus arranjos humanos e ponto final. Não sentem necessidade nem sede do Absoluto. Vivem por viver. São ovelhas sem pastor.

● Há esses todos que foram sendo castigados pelas coisas da vida: pessoas que queriam viver a ventura do amor conjugal e conheceram o inferno dentro de casa, esses que, aos poucos, acolheram com simpatia o convite para as drogas, os que se tornaram obsessivamente vidrados numa sexualidade anárquica. Precisam de pastores.

● São ovelhas sem pastores todos os que fazem seus arranjos a partir do poder, do dinheiro, do prestígio. Usufruem de tudo o que desejam. São até mesmo pessoas com algum senso religioso. Dão, no entanto, a impressão de que se bastam a si. Não conseguem ter saudades de Deus que os colocou no mundo e do Cristo que deu a vida por elas. T

terça-feira, 1 de julho de 2014

Francisco, simplesmente Francisco


Francisco é “o santo mais interpretado e, por isso mesmo, o mais desfigurado, convertendo-se assim, num santo enigmático. O Poverello causa impacto por sua simpatia, simplicidade, humanidade e bondade. Impacta também por suas contradições. Evoca serenidade e poesia. Cativa por sua nobreza, ternura e desinteresse. Soube sincronizar admiravelmente santidade com poesia, canto com sofrimento, alegria com pobreza, amabilidade com austeridade, Evangelho com humanidade, imanência com transcendência, mística com ação, religião com os problemas mais contundentes da vida.

É um cavaleiro da fé, que avança nunca com duplicidade, sem arrogância, mas com coragem e decisão para atingir os fins a que se propõe. Foge das mentiras piedosas, desconhece os pensamentos medíocres. Não suporta vulgaridades e toma distância dos subterfúgios fáceis dos melindres oportunistas. Sabe respeitar todos aqueles que sobressaem, sem ser bajulador. A bem dizer não necessita adular ninguém. Despreza os bens terrenos e não tem pretensão de grandeza e de afã de galgar altos postos na sociedade ou na Igreja, pois sabe muito bem que a própria existência já é graça e nobreza”. T

Revista Vida Nueva, n. 2663.


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