sábado, 2 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Processo de beatificação de Frei Damião segue para Roma em Junho
[Canção Nova Notícias] Um homem de fé, que levou uma vida de doação de si em prol dos necessitados. Assim foi a trajetória de Frei Damião de Bozzano, que viveu 66 anos de missões na região do Nordeste brasileiro. Diante de sua fama de santidade, foi aberto o pedido para que o frei seja beatificado. Com o término da fase diocesana do processo de beatificação no último domingo, 27, a expectativa para a aprovação da Santa Sé aumenta, principalmente entre os nordestinos, que puderam acompanhar de perto a obra de Frei Damião.
A abertura oficial do processo de beatificação do frei foi no dia 31 de janeiro de 2003. Desde então, o vice-postulador da causa aqui no Brasil, Frei Jociel Gomes, vem trabalhando na chamada fase diocesana, em que se faz o levantamento de documentos sobre a vida do candidato a beato e se colhe depoimentos que comprovem a prática das virtudes cristãs.
“Recolhemos toda a documentação pessoal, escolar, religiosa, também tudo aquilo que foi escrito pelo Frei Damião. Também escutamos os testemunhos de pessoas que o conheceram de perto, conviveram com ele e puderam dar um testemunho, principalmente acerca daquilo que a Igreja pede para o processo de beatificação e canonização que são as virtudes: a fé, a esperança e a caridade”, explicou o vice-postulador.
Para Frei Jociel, essas três virtudes resumem os fatores que agregaram a frei Damião a fama de santidade. “Frei Damião era um homem de muita fé, por causa da fé ele deu a sua vida. Eu sempre digo que Frei Damião foi um homem movido pela fé. Pela fé ele viveu pela fé ele se doou”, disse.
Ele contou ainda que o povo nordestino sempre viu em Frei Damião uma voz de esperança e revelou outra grande característica do candidato a beato que pode ser modelo hoje: o dom da escuta.
“Dentro desses 66 anos, Frei Damião confessou uma imensidão de gente. Alguns que conhecem a vida de santos e de missionários dizem que ele confessou até mais do que Padre Pio. E uma escuta não só dos pecados, mas uma confissão que às vezes também se tornava aconselhamento. Frei Damião parava para escutar as dores e alegrias, a partilha desse povo sofrido”, informou.
Expectativas
A solenidade de encerramento da fase diocesana foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, no Convento de São Félix, onde Frei Damião foi sepultado. Como tudo foi feito de acordo com as devidas orientações, frei Jociel acredita que a causa será de fato aceita pela Santa Sé. “No coração do nordestino, Frei Damião já tem um altar, mas a santidade dele precisa realmente ser reconhecida pela Igreja”.
Frei Jociel também informou que, quando esteve em Roma, em fevereiro, ficou sabendo que lá na apostulação geral existe uma grande ansiedade pela chegada do processo de Frei Damião. Se o processo for entregue em junho, seguindo o prazo, em cerca de dois anos a Santa Sé deve dar uma resposta.
Tal retorno está sendo esperado ansiosamente aqui no Brasil. Frei Jociel se diz impressionado com o interesse de pessoas do país inteiro na causa de Frei Damião. Ele informou que já existe uma pesquisa acerca dos possíveis milagres que o frei tenha realizado e que ele está acompanhando cinco casos em especial. Saindo a beatificação, já existe a intenção de entrar com o pedido de canonização.
O Vice-postulador citou ainda o papel dos meios de comunicação, que lá no Nordeste têm anunciado constantemente novidades sobre o processo. “Os meios de comunicação já noticiam tanta coisa negativa então colocar para o Brasil, para outras regiões este testemunho de santidade de Frei Damião como um farol é algo bom a ser transmitido e a gente não pode esquecer essa memória”, finalizou.
Frei Damião
Frei Damião de Bozzano nasceu na Itália em 1898. Aos 33 anos, deixou o país e veio ser missionário no Nordeste do Brasil, onde teve como primeira residência o Convento de Nossa Senhora da Penha. Viveu 66 anos para realizar as “santas missões”, estilo próprio que encontrou para evangelizar. Dedicou sua vida à pregação, à confissão, à celebração da Eucaristia e ao convite para uma conversão e mudança de vida. Já com a saúde debilitada, Frei Damião faleceu no dia 31 de maio de 1997, aos 98 anos, após sofrer um derrame cerebral no Real Hospital Português do Recife. Seus restos mortais repousam numa capela especial, dedicada a Nossa Senhora. das Graças, no Convento de São Félix de Cantalice, onde viveu seus último dias. T
terça-feira, 29 de maio de 2012
Os Cristãos: decisivos para entender o mundo árabe
"No Oriente Médio não se pode falar de laicidade, em todo caso de cidadania plena". Este é o verdadeiro desafio para o Frei Pierbattista Pizzaballa, que está entre os palestrantes do seminário "Os cristãos no mundo árabe, um ano após a primavera árabe", organizado no dia 9 de maio em Bruxelas pela Comece (Comissão das Conferências Episcopais da Europa). No seu discurso, o Custódio da Terra Santa sublinhou como em Israel e nos países árabes a religião não seja uma experiência individual, mas a marca registrada de qualquer grupo, que como tal, tem seus próprios costumes, tradições e estilos de vida. Não devemos, portanto, aspirar a um Oriente Médio leigo mas “dialogar para que seja reconhecida a plena cidadania a todos os cidadãos, independente do credo”.
Antes da reunião, Ajuda à Igreja que Sofre entrevistou o franciscano acolhendo o seu convite de não esperar mudanças imediatas. "A primavera árabe provocou duas reações opostas - disse o Frei Pizzaballa. - Um grande entusiasmo e uma profunda preocupação". No entanto nos últimos quarenta anos os Países árabes conheceram esclusivamente a estabilidade e o imobilismo dos regimes, e reeguer-se do 'status quo' requer um processo longo e gradual. "Não podemos esperar que, após décadas de governos não democráticos, o Oriente Médio viva uma transformação tão positiva que gere dinâmicas sociais serenas. Devemos dar todos os passos necessários”. Um bando de provas nos é apresentado hoje pelas novas Constituições que devem ser reescritas e ao mesmo tempo devem refletir a identidade dos partidos: “uma ulterior cadeia de tensões e mal-entendidos. "
Então, paciência e atenção para "não fazer de toda erva um pacote ", adverte o Custódio da Terra Santa. Não é possível generalizar e agrupar todos os países do Oriente Médio, porque cada um tem sua própria história e características diferentes e equilíbrios. "É claro, no entanto - explicou a AIS-Itália – que podemos olhar para a condição dos cristãos como um indicador para compreender que tipo de governos estão sendo instaurados”. A situação mais alarmante segundo o ministro provincial dos Frades Menores é obviamente a Síria, “onde há uma guerra civil em curso". Embora os cristãos sírios ainda não sejam um objetivo específico - "sofrem como sofre toda a população” - o seu ser uma minoria os leva a serem considerados próximos dos alauítas, minoria xiita à qual pertence o atual presidente, e portanto à ditadura. "Os fiéis tem muito medo e quem tem possibilidade deixa o País” narrou o religioso, convencido de que “a Família Assad não sobreviverá muito tempo”, ainda que a situação seja “muito fragmentada e de não rápida solução”.
Comentando as declarações de alguns bispos cristãos em defesa do regime sírio - incluindo o Patriarca Greco-Melquita de Antioquia, Gregório III Laham - o franciscano declarou que "o episcopado deve ser sempre moderado”. Depois reiterou a sua firme oposição à uma intervenção militar no País, que se limitaria apenas a agravar o quadro, provocando ainda mais violência. "Imposições de fora – disse à AIS da Itália – criariam reações iguais e contrárias. As mudanças devem vir de dentro e serem implementadas de forma gradual".
E no processo de transformação das sociedades do Oriente Médio, um valor acrescentado está nos cristãos: "os nossos irmãos na fé - tem notado Frei Pizzaballa - são pacíficos, bem inseridos no território e com uma grande preocupação cultural. A sua ajuda vai certamente contribuir para o desenvolvimento do mundo árabe. Mas tudo ao seu tempo: o caminho para ser percorrido é ainda longo". T
segunda-feira, 28 de maio de 2012
"Só te falta uma coisa..."
Por Frei Almir R. Guimarães, OFM
VIII Semana do Tempo Comum
1Pedro 1, 3-9; Marcos 10, 17-27
Lá vai Jesus fazendo seu caminho no meio da vida dos homens. Os evangelhos nos falam de muitos encontros que o Senhor ia tendo ao longo do tempo. Desta feita Marcos nos fala de alguém que se aproximou de Jesus. Este, numa postura de respeito e mesmo de veneração, ajoelhou-se e disse: “Bom Mestre comecei a te conhecer. Tu és diferente. Tu abres as cortinas de um amanhã insuspeitado. O que devo fazer para entrar nesse universo esplendoroso de que tu falas, nesse esquema de uma vida em plenitude aqui e para a além dos tempos?”. Jesus responde assim: “Tu conheces os mandamentos: amarás o Senhor Deus de todo o coração, com fidelidade, com generosidade. Tu sabes disto. E também amarás o teu próximo como a ti mesmo: respeito pelos pais, pelos bens dos outros, por sua reputação e assim por diante… ou seja, o próximo será objeto de delicadas atenções de tua a parte. O homem responde: “Mestre, tudo isso eu tenho observado desde a minha juventude”. Eis aí um homem reto.
Marcos interrompe o diálogo para fazer uma pequena observação de toda beleza: Jesus olhou para o homem com amor. Esse olhar de Jesus, esse direcionar de sua intimidade para esse homem reto sempre nos emociona. E Jesus prossegue: “Só te falta uma coisa. Tu deverás te desvencilhar de tudo aquilo que te prende a ti mesmo, apegos a coisas, a bens, a pessoas. Deverás efetuar a venda de tudo e dar o resultado aos pobres e depois terás um tesouro no céus”. Depois de tomadas essas medidas o homem haveria de seguir Jesus. Jesus queria que esse homem reto tivesse a coragem de dar esse passo. Isso lhe faltava para atingir uma estatura espiritual elevada e muito semelhante ao jeito de ser do Mestre.
Não sabemos que resposta o homem esperava da parte de Jesus. Marcos faz a seguinte observação: “Quando o homem ouviu isto ficou abatido e foi embora cheio de tristeza porque tinha muitos bens”. Jesus quer seguidores de coração unido e não dividido. Há os que deseja seguir o Mestre mas têm medo de lançar-se na aventura da fé e da entrega irrestrita, sem garantias humanas. O homem perdeu a chance única de chegar à plenitude de seu existir. Esta decisão é difícil de ser tomada. Necessita de uma força do alto. Por isso, o evangelista lembra: “Para os homens isto é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. T
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Deixar-se guiar pelo Espírito
Por Frei Almir R. Guimarães, OFM
Véspera de Pentecostes! Muitos cristãos passam esse sábado, e de sábado para Domingo, em vigília. Querem deixar-se guiar pelo Espírito.
O primeiro trabalho, o trabalho fundamental de nossa vida cristã é nos deixar guiar em tudo pelo Espirito de Cristo. Não somos convidados a viver em tensão dentro de nós mesmos, mas um abandono-entrega a este impulso divino. Tal abandono nada tem de passividade ou de indolência no sentido comum do termo. Por vezes somos levados a seguir a voz de forças egoístas e perturbadoras que se agitam dentro de nós. Trata-se de não nos conduzirmos a nós mesmos, mas sim de sermos guiados pelo Espírito. É fundamental começar a possuir o Espírito de Cristo para compreender precisamente a vida desse Cristo de tal forma que ela não seja apenas uma sucessão de fatos diante de nós, mas que venhamos a ter compreensão do que significa essa existência. Reformulando nossas posturas diante da vida a partir daquilo que a fé nos inspira vamos ganhando o espírito de Cristo. Tal espírito não se consegue pela força da razão mas na fidelidade às luzes recebidas. (Yves de Montcheuil).
Deixar-se guiar pelo Espírito… São Basílio Magno ajuda a aprofundar-nos no seu significado: “Inacessível (o Espírito) por sua natureza, torna-se acessível por sua bondade. Enche tudo com seu poder, mas comunica-se apenas aos que são dignos; não a todos na mesma medida, mas distribuindo os seus dons na proporção da fé. Simples na essência, múltiplo na manifestação de seu poder, está presente por inteiro em cada um , sem deixar de estar todo em todo lugar. Reparte-se e não sofre diminuição. Todos dele participam e permanece íntegro, à semelhança dos raios do sol que fazem sentir a cada um a sua luz benéfica como se fosse para ele só, e contudo iluminam a terra e o mar e se difundem pelo espaço. Assim é também o Santo Espirito; está presente em cada um dos que são capazes de recebe-lo, como se estivesse nele só, e, não obstante, dá a todos a totalidade da graça de que necessitam” (São Basílio Magno). T





